Tire com atenção, as sete dúvidas relacionadas à suspensão da menstruação…

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Emendar a cartela de pílulas anticoncepcionais e injeções hormonais estão entre os métodos…

Ao longo da história, as mulheres já conquistaram muitas coisas. O direito ao voto, ao estudo, ao prazer e, recentemente, algumas delas tem descoberto outro: o de não menstruar. Tida como difícil e dolorosa para uma parcela das mulheres, a suspensão deste período pode significar alívio e até mesmo o tratamento de males da saúde feminina, como miomas e cistos de ovário.

A medida divide opiniões. Há mulheres que se sentem mais femininas durante a menstruação. Também há profissionais que alegam que a menstruação pode ser um bom canal para saber como está a saúde feminina, já que o sangramento irregular pode significar problemas nas glândulas tireoide e suprarrenal.

Hoje, segundo o ginecologista Rogério Bonassi Machado, a Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) não vê prejuízos orgânicos em suspender a menstruação. No entanto, vale ressaltar que não existe a necessidade de bloqueá-la em todos os casos, cabendo à mulher e ao seu ginecologista de confiança a livre escolha, independente do critério utilizado para a decisão.

Para esclarecer as muitas dúvidas que rondam o processo de suspensão da menstruação, chamamos os ginecologistas Ângela Maggio da Fonseca, do Hospital das Clínicas da USP, Antônio Júlio Sales Barbosa, do Hospital Santa Catarina, Carolina Abrogini, da Unifesp, e Rogério Bonassi Machado, ginecologista e presidente da comissão de anticoncepção da Febrasgo. 

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1. Qualquer mulher pode suspender a menstruação?

Qualquer mulher que se sente incomodada com a menstruação, de alguma forma, pode procurar o seu ginecologista e expor seu desejo. “Tem pacientes com menstruação muito desconfortável, que sangram muito, têm muita cólica [a chamada dismenorreia],TPM forte. Para elas, por que não? Minimiza muito esses desconfortos e sintomas”, diz Antônio, entusiasta.

Outras podem, ainda, ter anemias. Com o fluxo intenso, nem sempre elas conseguem repor o sangue perdido até o próximo ciclo. Nesses casos, a sugestão pode vir do próprio médico e, se não vier, a paciente tem o direito de conversar com o ele sobre o assunto, lembra Ângela.

Até mesmo quem acabou de ter filhos pode dar tchau para os sangramentos. Por causa da grande quantidade de progesterona, mulheres que estão amamentando ficam, naturalmente, com o seu período suspenso. Antônio conta que esse pode ser um dos períodos mais propícios para suspender a menstruação, já que a mulher, naturalmente, não menstrua nessa época. Com uma pílula a base de progesterona, a mulher prolonga o período sem sangramento.

No entanto, algumas devem tomar cuidado. Mulheres com problemas de coagulação, por exemplo, devem ter cuidado com a pílula, que pode agravar os problemas de circulação. Quem tem pouco fluxo de menstruação também deve repensar. “O hormônio já está inibindo demais o endométrio [membrana que reveste o útero], então o ideal é não interromper a menstruação”, aconselha Ângela.

2. Há restrição de idade?

A idade varia muito, mas, segundo Barbosa, a partir do momento em que a moça já faz uso de anticoncepcionais por via oral, já é possível parar a menstruação. Ângela acrescenta, dizendo que é aconselhado que apenas utilize os métodos aquelas que já estão com seu sistema reprodutor amadurecido, o que acontece, geralmente, após a puberdade. É importante frisar que, antes de iniciar qualquer método contraceptivo, o ginecologista deve ser procurado para indicar o mais adequado, caso o corpo da adolescente esteja pronto.

3. Quem tem mioma, endometriose ou cisto no ovário pode se beneficiar com a suspensão?

Não só pode, como o tratamento dessas doenças, muitas vezes envolve a suspensão da menstruação. No caso do mioma, onde há problemas de sangramento intenso, pode-se utilizar a pílula anticoncepcional sem pausas. Atenção: para o tratamento dessa doença, a pílula não pode ser de hormônios combinados (estrogênio e progesterona), mas só de progesterona, já que o mioma é uma condição que depende de estrogênio para sobreviver. Quando ele é muito grande, também se usam injeções de análogos.

Mulheres portadoras de endometriose podem usar pílulas que combinam os hormônios femininos, assim como injeção. A ginecologista Carolina Ambrogini, da Unifesp, explica que a endometriose é uma condição onde o endométrio da mulher se encontra fora de seu útero, podendo estar na tuba uterina e até no intestino. Quando o endométrio descama (ou seja, o processo da menstruação), a mulher sente dor. Por isso a interrupção representa uma alternativa para a portadora dessa doença.

Para aquelas que têm cistos no ovário, diz Ângela, o cisto murcha e pode até sumir com o tratamento com base na suspensão da menstruação. Lembrando sempre que o processo deve ser acompanhado de perto pelo seu ginecologista de confiança. 

Fonte:   http://www.minhavida.com.br/

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